quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Sortilégio.



Sortilégio em mim, sem pedir tempo no encanto e nas palavras...

Seduza-me com sorrisos, sem apertar meu espírito,sou livre, corro léguas em pensamentos, voo alto sem bater asas...
Não me grite,não me cobre,não me angustie, sou de fácil sofrer, me calo, paro de sorrir, de cantar, de amar...
Apenas me deixe caminhar...
Sortilégio sem fim me deixe passar, não peço que me entendas, só me deixe passar... Não me estude, nem me analise, sou uma esfinge e te devoro no instante em que você me analisar, não se engane... 
Também não fuja, pergunte. Só pergunte...
Não procure justiça em mim, já ultrapassei a injustiça  em mim a tal ponto, que o justo perdeu o caminho de casa, cegou, antes mesmo de bater à minha porta.
Sortilégio...
ME DEIXE!!!



quarta-feira, 22 de abril de 2015

Na mente.


Na minha mente eu ando... Ando sem rumo, nem pensamentos, sem discursos, mas ando.
Caminho de braços abertos em busca do que ainda não sei, mas que me fará bem, ando a sua procura como minha salvação, minha retirada do inferno, do vázio recriado em meu peito. E eu ando. Ando até que a compreensão me alcance ou até que a aceitação da morte me traga o entendimento de minha existência.
Karla Koimbra

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Destino...


Se pudéssemos conversar com o destino o que diríamos? Perguntaríamos? Acusaríamos? 
Eu tentaria explicar-lhe os trilhos de minha alma, cada parada, desvio, pedras e quebra-molas, só então, quem sabe ele (o destino) queira entrar na minha casa.
Eu o convidaria a entrar porta adentro sem licença e nenhum cuidado, pois meu coração é forte, certo do que quer e do que precisa.
Mas... E se ele quisesse abrir os quartos trancados de meu coração. Aí não! Tive tanto trabalho para recolher as dores, encaixotar, mágoas e trancá-los no quarto dos ressentimentos, culpas e lágrimas, pra agora vir o destino e abri-la sem qualquer cuidado!
Ah, não!
Só porque agora se preocupou com quem trilha sua estrada, acha que pode abrir todas as trincas?
E quando eu estava sem encaixe, sem chão, como um dominó sem peças, um baralho sem cartas, um quebra cabeças de mil encaixes? Onde estava o destino?
Oh vontade de derrubar móveis de sua casa senhor destino, antes mesmo de lhe perguntar ou responder qualquer coisa!
Mas... Você... Bem... Cadê?
Enquanto eu lhe explicava, onde você estava?
Entro em minha alma, encaminho ao meu coração e tudo está aberto, destrancado, varrido e limpo!
Você esteve aqui destino e me deixou um bilhete?!
“Olá, Karla, como vai”?
Mais uma vez, vim ao teu encontro e nos desencontramos, mas por sorte você deixou o coração aberto, então eu pude entrar, faxinar e deixar pra você todo amor que puder receber e como a coleta de bondade é grande, deixei a fé e a sabedoria, não me lembro de onde guardei a sabedoria, então tenha cuidado ao procurá-la. A persistência você já tinha, mas em cima da mesa das orações está a Sutra sagrada para alimentar a alma.
Obrigado por me permitir entrar e aceitar meus cuidados nos encontraremos mais tarde em outras caminhadas.
Grande abraço.

“Destino.”
Pois é... Nada melhor do que aceitar o meu destino!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Hoje meus fantasmas fizeram sombra.
A busca por explicações ainda me surpreende de forma negativa. Tentar justificar, não os erros mas os acontecimentos. O passado se torna muito presente no fictício de sua mente.Me perco.
Onde existiu a mentira? A verdade? Ou a mentira que se tornou verdade!
Jamais concluiremos essa dúvida. Porque a mentira não foi criada por nós, foi apenas acreditada por nós,conformada por nós,permitida por nós. No final... Pertencentes à nós.
A verdade...
Somos pequenas bolhas,que se dissipa a procura de novos espaços; é essa a visão da verdade.
É como a redação da quarta série após as férias; algumas verdades na deliciosa saudade de te-la vivido ou  a mentira lúdica e fantasiosa da deliciosa vontade de ser verdade.
Karla Koimbra.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sonhos...

Essa semana tive um sonho, que mexeu comigo de forma significativa.
Eu olhava para uma estrada e dizia:

“Às vezes caminho por estas ruas, tendo a nítida sensação que não sou eu; É como se “eu” não devesse estar ali;
Outras vezes me olho no espelho e tenho a certeza que aquela imagem não é a minha, aquele corpo não é o meu; É como se eu estivesse em um espaço fugitivo, onde “eu” permaneço ali e o ali não é meu, não se encaixa em mim.
E eu tenho a clareza de que o “eu” não sou eu.
E fico ali inóspita de mim mesma.”
Karla Koimbra

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Memory...

Nada Fácil.
I opened my eyes in your so blue.
Abri meus olhos nos teus, tão azuis.
Dentro de mim as lembranças.
Teu cheiro em mim como uma tatuagem.
Envolvendo-me, como pingos de chuva.
E você achou que eu ti esqueceria.
Nada é tão fácil.
Neste quarto vazio.
Nesta noite de chuva.
Lembrar você...
Nada fácil.
Guardei os porta-retratos.
Para não me esconder no teu sorriso congelado em um Click.
Está tão longe...
Mas... Tudo é tão simples.
O que era tão errado.
Porque te chamar de pecado?
Tudo tão simples.
Em teus braços encontrei meu porto seguro.
E ainda escuto, em um tom suave,
Tua voz soprando como o vento.
TE AMO...
E você achou que eu ti esqueceria.
Nada é tão fácil.
Neste quarto vazio.
Nesta noite de chuva.
Lembrar você...
Nada fácil.
ME GUARDO NA SAUDADE...
Nada é tão fácil.
Nada fácil...
NADA.
Canção feita por... Karla Koimbra e Neudsom Cunha.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Naquela Estação

Ponto Rebeca

Se eu soubesse que seriam os últimos momentos, teria repensado cada segundo das minhas palavras e pesado a minha consciência confrontando com a sua ausência. A cruel dor de suportar aquele que mal consegui cumprimentar contrastava com o meu momento impar do dia. Estar com você. Seria tão bom se a alma falasse ou se o tempo avisasse o que estaria por vir. São nessas horas que chego a delirar a existência do superior. Mudo de casa, troco de terreiro, mas não deixo de rezar.
Sociedade injusta de miseráveis juízes hipócritas. Donos da razão. Adoram julgar a vida alheia, porém não permitem que as suas sejam julgadas. Sinto a condenação nos olhares daqueles que de longe execram meu comportamento, porém dormem em terrenos minados sonhando em um dia voarem para poderem sair. Eu caminhei e senti as dores de todas as bombas estourando sobre o meu comportamento. E você será que é capaz?
Precisava viver! Mas hoje trocaria minha vida para ter você ao meu lado.
Hoje sei o real tamanho do vazio que deixou. Um abismo sem fim, uma saudade incontrolável, uma alegria ilusória que aumenta na simples lembrança do seu sorriso, como quem sonhasse dar uma ré na vida. Uma ré ao ponto do qual nunca deveria partir. Um ponto chamado Rebeca.